NOSSAS ESQUINAS
Graziela Medori & Alexandre Vianna celebram o Clube da Esquina
O projeto CLUBE DA ESQUINA rendeu dois discos clássicos na história da MPB. esses dois álbuns atravessam o tempo e continuam dizendo muito sobre quem somos.
Nesta noite especial na Sala Beatriz Segall do Psicadeiro, Graziela Medori e Alexandre Vianna apresentam “Nossas Esquinas”, um mergulho afetivo e musical no universo criado por Milton Nascimento, Lô Borges e toda uma geração de compositores que fez de Minas Gerais um dos lugares fundamentais da história da música brasileira.
O projeto nasceu durante a pandemia, quando Graziela e Alexandre se encontraram musicalmente em torno desse repertório. O resultado foi o álbum “Nossas Esquinas”, lançado em novembro de 2020, com produção e arranjos assinados pela própria dupla e distribuição digital pela Kuarup.
Mais do que reproduzir as gravações originais, os dois artistas decidiram reencontrar essas canções a partir de sua própria sensibilidade. Voz, harmonias e novos arranjos revelam outros caminhos dentro de melodias que fazem parte da memória afetiva brasileira.
No palco, as 12 faixas de “Nossas Esquinas” ganham a companhia de outras obras emblemáticas desse universo, entre elas “Nascente”, “Paisagem da Janela” e “Clube da Esquina nº 2”.
E o repertório não poderia ser mais especial. O álbum “Clube da Esquina”, de 1972, e ocupou um lugar singular na cultura brasileira. Décadas depois de seu lançamento, continua sendo redescoberto por novas gerações e aparece reiteradamente entre as obras mais celebradas da história da nossa música. O encontro se transformou em uma linguagem que marcou e influenciou a história da MPB.
Talvez porque ali tenha acontecido algo muito raro: o encontro virou linguagem.
Encontraram-se o Brasil e o mundo, a canção mineira e os Beatles, o jazz e o rock, a música latino-americana e a tradição brasileira, a experimentação e a melodia. Encontraram-se também músicos, compositores, amigos e diferentes gerações.
É esse espírito que Graziela Medori e Alexandre Vianna recuperam em Nossas Esquinas: não a nostalgia de um tempo que passou, mas a descoberta de quanto aquela música ainda permanece viva.
Porque algumas esquinas não servem apenas para separar caminhos.
São justamente o lugar onde eles se encontram.