25/07 – TCHAIKOVSKY: A BELA ADORMECIDA Curso presencial

TCHAIKOVSKY: UM AFETO ARREBATADOR
A BELA ADORMECIDA

Curso presencial

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Pyotr Ilyich Tchaikovsky pertence a uma história que ainda continua sendo contada. Mais de um século após sua morte, sua música permanece habitando um lugar privilegiado nas salas de concerto, nos teatros de ópera e nos palcos de ballet do mundo inteiro. Poucos compositores seguem tão vivos na experiência cultural contemporânea quanto ele.

Basta lembrar de obras como os ballets O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e O Quebra-Nozes, da ópera Eugene Onegin, de suas sinfonias carregadas de vertigem emocional ou dos monumentais concertos para piano e para violino. Essas obras continuam sendo interpretadas com intensidade rara, a mesma que despertaram em seu tempo, talvez ainda maior.

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A arte atravessa o psiquismo humano. Toca emoções profundas, convoca lembranças adormecidas, ilumina conflitos íntimos. Nesse território sensível, a música de Tchaikovsky revela uma atualidade surpreendente. Sua vida foi marcada por tensões profundas: a perda precoce e traumática da mãe, as dificuldades de adaptação à disciplina severa da formação acadêmica e os conflitos interiores ligados à própria identidade afetiva e sexual.

Essas experiências não permaneceram à margem de sua criação. Ao contrário: tornaram-se matéria viva de sua música Em Tchaikovsky, biografia e obra formam uma unidade inseparável. Cada partitura carrega a densidade de uma experiência emocional verdadeira, estados de alma.

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Neste curso, realizado na Sala Beatriz Segall do Psicadeiro, propomos um mergulho nesse universo fascinante. Cada encontro reunirá apresentação comentada, exibição de obras fundamentais e momentos de debate. Investigaremos não apenas a história das composições, mas também suas dimensões psicológicas, culturais e estéticas.

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Mais do que estudar um compositor, a proposta é assistir e escutar Tchaikovsky como quem atravessa uma paisagem interior. Procuraremos compreender por que sua música continua a nos comover, inquietar e fascinar e por que, mais de cem anos depois, ela ainda fala com tamanha intensidade ao público de hoje.

Porque, em última instância, a música de Tchaikovsky nos recorda de algo essencial: certas emoções humanas não pertencem a uma época — pertencem à própria condição de existir.

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Apresentação e Coordenação: Andres Santos Jr. e José Paulo Fiks. Psiquiatras e psicanalistas.

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Cada encontro articula três momentos:

1 . Apresentação histórico-psicológica

2 . Projeção comentada

3 . Debate aberto ao público