À AMADA DISTANTE
Daniel Umbelino, tenor | Dante Pignatari, piano
Domingo, 29 de novembro, às 11h
Sala Beatriz Segall — Psicadeiro
A distância pode habitar uma canção. Pode ser saudade, desejo, lembrança de um amor, de uma paisagem, de uma língua ou de um tempo que permanece vivo pela música.
Em À Amada Distante, o tenor Daniel Umbelino e o pianista Dante Pignatari percorrem dois universos de grande delicadeza da canção para voz e piano: as obras do brasileiro Alberto Nepomuceno e as célebres canções venezianas de Reynaldo Hahn.
Alberto Nepomuceno (1864–1920) ocupa lugar fundamental na formação de uma música brasileira de concerto. Compositor, pianista, organista e regente, defendeu de maneira pioneira a presença da língua portuguesa na canção erudita. Em suas obras para voz e piano, poesia e música se aproximam com extraordinária atenção à palavra, revelando lirismo, intimidade e uma identidade musical brasileira que começava a afirmar sua própria voz.
Reynaldo Hahn (1874–1947), nascido em Caracas e formado artisticamente em Paris, tornou-se uma das figuras mais elegantes da vida musical francesa da Belle Époque. Compositor, pianista, cantor e regente, frequentou os grandes círculos artísticos e literários parisienses e teve uma intensa relação amorosa e intelectual com Marcel Proust. Em suas Venezia, escritas em dialeto veneziano, Veneza surge através das águas, das noites, das serenatas, da sedução e da memória amorosa.
Para conduzir essa viagem, dois intérpretes especialmente ligados ao universo da canção.
Daniel Umbelino é um dos destacados tenores líricos brasileiros de sua geração. Vencedor do Primeiro Prêmio Masculino do Concurso Maria Callas, estudou na prestigiosa Accademia Rossiniana, em Pesaro, com Ernesto Palacio e Juan Diego Flórez. Sua carreira inclui apresentações no Brasil e no exterior, com especial presença no repertório do bel canto e da música de câmara.
Dante Pignatari, pianista formado pela ECA-USP e mestre em Music Performance Studies pela City University de Londres, dedica parte importante de sua trajetória à pesquisa do romantismo musical brasileiro. Seu trabalho possui uma ligação particular com Alberto Nepomuceno: Pignatari foi responsável pela edição das canções para voz e piano do compositor publicada pela EDUSP.
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